O Nordeste mostrado de uma linguagem simples e solutar apartir de sua cultura, diversidade, riqueza patrimônial, história e aspectos físicos e geograficos.
domingo, 1 de janeiro de 2012
Adivinhações
Lúcia Gaspar
Bibliotecária da Fundação Joaquim Nabuco
pesquisaescolar@fundaj.gov.br
Na Antigüidade, os enigmas eram expressão do culto e da magia religiosas, granjeando prêmios e reputação divina. A Esfinge fazia perguntas enigmáticas a Édipo. Os oráculos desafiavam os decifradores. A decifração dos enigmas se constituía na mais alta prova de inteligência.
Hoje, as adivinhações ainda guardam alguns poucos vestígios do sentido filosófico daquela época mas, na sua maioria, são apenas simples divertimento na boca das crianças e do povo.
As adivinhações brasileiras são de origem portuguesa e espanhola. As que vêm do povo africano têm uma presença mínima ou foram totalmente diluídas no Brasil.
O folclore brasileiro é riquíssimo em adivinhações. Elas são comuns, principalmente no sertão e em pequenas cidades do interior, onde se constituem num passatempo interessante. Nas capitais, como existem muitas preocupações e diversos outros tipos de divertimento, já não sobra tempo para as adivinhas.
São anunciadas, normalmente, pela forma popular O-que-é-o-que-é?
Vamos adivinhar um pouco?
O que é o que é?
quanto mais cresce, menos vê?
quanto mais se tira, mais aumenta?
que entra na água e não se molha?
que cai em pé e corre deitado?
que corre no mato e no limpo esbarra?
alto está, no alto mora: ninguém o vê, todos o adoram?
são sete irmãos, cinco têm sobrenome e dois não têm?
não tem pé e corre, tem leito e não dorme, quando pára morre?
que bota mais depressa o pobre pra frente?
uma casa caiada com uma lagoa dentro ou uma igrejinha branca sem porta nem tranca?
ele morre queimado e ela morre cantando?
pintadinho como guiné, fala sem ter boca, caminha sem ter pé?
anda deitado e dorme em pé?
altas torres, bonitas janelas, abrem e fecham sem ninguém tocar nelas?
Recife, 17 de julho de 2003.
(Atualizado em 01 de Janeiro de 2011).
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